As cinco ferrovias existentes em Jundiaí deram ao município o título de maior entroncamento ferroviário do Brasil. Eram elas: Santos-Jundiaí (São Paulo Railway), Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Sorocabana, Bragantina e Itatibense.

A família ferroviária de Jundiaí abrangia aproximadamente 14 mil pessoas entre dependentes diretos e indiretos em 1920.

A instalação em Jundiaí da Escola de Formação de Aprendizes junto às Oficinas da Companhia Paulista constituiu um marco importante na vida do município. Existem informações de que o empresário Roberto Simonsen, ao sugerir ao presidente Getúlio Vargas a criação do Senai, baseou-se na experiência exitosa dessa companhia em Jundiaí.

Na década de 1950 e 60 entraram em crescente colapso financeiro, seja pelo congelamento das tarifas ou pelas greves. Quando os trabalhadores queriam parar a economia paulista determinavam a paralisação dos trens em Jundiaí. O rodoviarismo cresceu também em função da situação econômica e sindical das ferrovias.

A Companhia Paulista chegou a ter 1.441 quilômetros de estradas e sua co-irmã – Companhia Mogiana de Estradas de Ferro – chegou a 2 mil.

Ao serem estatizadas, essas companhias de estradas de ferro deixaram um legado de tradições e histórias, mas também um passivo trabalhista e previdenciário que ainda vai levar muitos anos para ser equacionado.


A seguir: OS PRIMEIROS TRABALHADORES