Quando a vila de Jundiaí foi fundada, existiam no território paulista nove pequenas vilas. Sua criação de acordo com informações de Pedro Taques, primeiro historiador do tempo em que o Brasil era colônia, obedeceu a duas vertentes; a primeira delas está ligada à transferência do poder imperial português à Espanha. O segundo diz respeito ao inicio da formação do capitalismo paulista.

Pedro Taques afirmou que os bandeirantes eram pessoas que tinham consciência de que estavam formando um império diferenciado. Portanto, não entendiam porque deveriam dar atendimento ás normas de Portugal. Os ouvidores que se estabeleceram em São Paulo tiveram muitas dificuldades para imporem as leis e normas de Portugal. O poder estava dividido entre os jesuítas e os ouvidores.

Os paulistas viviam as turras com os jesuítas, porque esses eram contra a escravização dos índios. Os padres consideravam que os índios eram como os gentios do tempo de São Paulo, que tudo fez para que esses homens do Cristo tivessem orientação diferenciada dos judeus. Entendiam os paulistas que os índios deveriam trabalhar na construção da cidade e não ficar batendo pernas de um lado para outro, pois esses costume prejudicavam a vila e, por outro lado, criavam vagabundos e arruaceiros.

A formação de Jundiaí foi, portanto, consequência desses entrechoques dos bandeirantes com os jesuítas e com a ordem estabelecida por Portugal. A situação era mantida sob vigilância em razão de Portugal permanecer sob domínio espanhol entre 1580 e 1640. Quando surgiu a emancipação, os bandeirantes trataram logo de impor suas ordens. A primeira delas consistiu na expulsão dos jesuítas; a segunda foi passar por cima do poder dos ouvidores.

A povoação de Jundiaí nasceu efetivamente em 1640, quando saiu de são Paulo a Bandeira Colonizadora com o objetivo específico de formar oficialmente uma vila que tivesse condições de se transformar numa cabeça de ponte para a colonização do interior.


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