No início do século XIX, o café era utilizado apenas como medicamento. O primeiro pé de café foi plantado na chácara do sargento-mor Santos Prado, no centro de Jundiaí, ao lado da igreja matriz. Ele produziu as primeiras mudas. Alguns anos depois algumas centenas de mudas foram levadas para Campinas pelo tenente Antônio Francisco de Andrade. Em pouco tempo muitos fazendeiros começaram a produzir mudas para os municípios de Mogi Mirim, Caconde e Franca, onde a cafeicultura prosperou rapidamente.

Em Jundiaí os cafezais invadiram muitas áreas, inclusive no sopé da Serra do Japy. Em 1836 o município produziu 1.276 arrobas de café e 11.800 arrobas de açúcar. Em 1850, o número de arrobas de café saltou para 25 mil, superando o açúcar. Em 1900 foram contados 60 mil arrobas.

O grande período cafeeiro iria até 1915. Grandes sedes de fazendas foram construídas. Mas a maioria dessas sedes foi construída antes dessa data. A grande sede da Fazendas Rio das Pedras foi construída em 1840; a da Malota surgiu em 1882; Ermida apareceu em 1884 e Bonifácio em 1848. O Solar do Barão foi inaugurado em 1862 e recebeu em 1876 a visita de Dom Pedro II. Continuou a ser até 1932 o centro das decisões políticas. Com a derrota dos constitucionalistas, deixou importante espaço na história.


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